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A Federação
Federação de âmbito nacional, constituída em 31 Marco 2015, por Associações de Famílias de Pessoas C/Doença Mental sediadas em várias regiões do país.
- Representar e dar voz às famílias;
- Defender os seus direitos e legítimos interesses;
- Contribuir para a melhoria da qualidade de vida, saúde e bem estar, das próprias e dos familiares com doença mental; Combater o estigma associado á doença mental; Promover o movimento associativo das famílias e a sua participação em saúde;
- Promover a literacia em saúde e as boas práticas reconhecidas a nível nacional e internacional. Integra órgãos consultivos da área da saúde, de nível nacional e regional e internacionalmente, é Membro da EUFAMI.

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Perguntas Frequentes
Doença Mental - O que é?
É um problema de saúde que afeta, significativamente, a forma como uma pessoa pensa, se comporta e interage com outras pessoas.
A doença mental engloba diferentes diagnósticos, incluindo situações clínicas com maior ou menor gravidade. No entanto, todas elas têm em comum o sofrimento psíquico.
É um problema de saúde que afeta, significativamente, a forma como uma pessoa pensa, se comporta e interage com outras pessoas.
A doença mental engloba diferentes diagnósticos, incluindo situações clínicas com maior ou menor gravidade. No entanto, todas elas têm em comum o sofrimento psíquico.
Sabemos que a doença mental afeta, não só, a pessoa, mas também, aqueles que se preocupam com o seu bem-estar, em especial os cuidadores. O impacto sobre estes pode variar, de acordo com a gravidade e evolução da doença, bem como, com as circunstâncias da vida das pessoas, dos seus familiares e amigos.
O termo doença mental tem, infelizmente, um sentido pejorativo, por ignorância e sentimento de ameaça e vulnerabilidade das pessoas. A imagem e conceito de doença são ainda associados a pessoas violentas, agressivas, incapazes, “tolinhas” ou que só cometem loucuras. Nada de mais errado. A doença mental é, atualmente, muito comum.
Existem inúmeras doenças mentais, cada uma com manifestações próprias.
No entanto, devemos estar atentos a alguns sinais ou sintomas:
– Presença de alucinações (sensação de uma experiência que não está a ocorrer na realidade)
– Presença de delírios (pensamentos estranhos que correspondem a crenças não reais)
– Tendência para isolamento e deficit no contacto familiar e social
– Apresentação de comportamentos estranhos, bizarros ou desadequados
– Alheamento sobre o que se passa em seu redor
– Discurso incoerente e /ou deficiente
– Tendência excessiva para desconfiar dos outros sem razão aparente
– Apresentação de um comportamento excessivamente rígido (sem adaptação às circunstâncias)
– Apresentação de rituais/repetições obsessivas de comportamentos (ex. lavagem de mãos, contagens, confirmações, entre outros)
– Perda de interesse e prazer nas atividades diárias
– Fadiga, diminuição de energia e falta de iniciativa
– Sentimentos de tristeza, vazio ou desesperança
– Sentimentos de culpabilidade e auto-desvalorização
– Ansiedade, Irritabilidade e/ou agitação
– Pessimismo, insegurança e medo
– Ideias de morte e tentativas de suicídio
– Comportamento hiperativo
– Humor eufórico e autoconfiança excessiva
– Manifestação de desinteresse pela vida
– Manifestação de preocupações excessivas e continuadas
– Alterações do sono, apetite e desejo sexual
– Alterações na atenção, concentração, memória e raciocínio
É importante que o diagnóstico seja feito por um médico de saúde mental através de uma avaliação psiquiátrica (Adulto – Psiquiatra, Criança e Adolescente – Pedopsiquitra).
A doença mental, independentemente do seu diagnóstico, tem tratamento. Nalguns casos, com o tratamento, é possível reverter totalmente o quadro clínico. Noutras situações, de evolução crónica, apesar de não ser possível uma cura, é possível o controlo da doença.
O tratamento em ambulatório pode incluir medicação, intervenções psicoterapêuticas, e reabilitação psicossocial, sendo que a combinação destas intervenções favorece e potencia a recuperação.
A medicação visa o controlo dos sintomas, evitando recaídas quando tomados de acordo com a prescrição médica. As intervenções de âmbito psicoterapêutico ajudam a pessoa a lidar melhor com as suas dificuldades e doença, sendo que para casos mais graves a reabilitação psicossocial apoia no desenvolvimento de competências, permitindo melhor adaptação à vida e à sociedade. Em qualquer forma de tratamento, a intervenção pode ser dirigida a familiares (cuidadores), quer como forma de suporte à família, quer de forma mais estruturada, através da psicoeducação.
A adesão ao tratamento é fundamental para uma boa recuperação. No entanto, por vezes, existe abandono dos tratamentos. As principais causas relacionam-se com os efeitos secundários da medicação ou mesmo com o facto de a pessoa doente poder considerar que não está doente ou que não precisa de medicação ou de apoio. É importante dialogar com o médico de forma a que sejam encontradas as melhores respostas à pessoa em particular, evitando o abandono do tratamento e recaídas.
No contexto de um agravamento clínico, o tratamento em regime de internamento pode ser um recurso necessário com o objetivo de estabilização do quadro, promover a adesão ao tratamento e, por vezes, para própria proteção da pessoa.
A comunicação é essencial para o Ser Humano porque trata-se de um processo que faz do Homem aquilo que ele é, permitindo que ocorra a relação interpessoal, fundamental para o desenvolvimento e bom funcionamento psicológico e social das pessoas.
Em saúde mental, torna-se particularmente importante a dimensão da comunicação por ser um instrumento de trabalho de todos os que cuidam e por ser uma área de dificuldade da própria pessoa com doença mental.
A presença de doença mental interfere diretamente no processo de comunicação:
– Pela falta de disponibilidade que a pessoa doente apresenta para comunicar;
– Pela dificuldade que tem na interpretação da mensagem e contextos;
– Pela dificuldade em ser claro e fazer-se compreender.
Por estas razões, é fundamental que a comunicação seja o mais eficaz possível, facilitando a relacionamento interpessoal.
Uma comunicação eficaz deve ser clara, assertiva, com linguagem simples, discurso pausado e calmo, com congruência entre a comunicação verbal e não verbal, numa escuta de forma atenta
A comunicação não verbal é extremamente importante pois, através dela, são transmitidas emoções e sinais de autenticidade, contribuindo para a confirmação e reforço da mensagem. Esta comunicação envolve as expressões faciais como o olhar e o sorriso, a postura corporal, os gestos, o toque, a voz, a forma como a pessoa se apresenta (roupa, adornos, aspecto geral) e o próprio silêncio. Devemos estar atentos a todos estes aspectos quando comunicamos, em especial com pessoas com doença mental pois existe uma hipersensibilidade aos aspetos não verbais da comunicação.
A comunicação assertiva caracteriza-se por ser uma comunicação em que se expressam sentimentos ou pensamentos sinceros, de forma a que se respeite o próprio e o outro. Ou seja, é um tipo de comunicação em que se evita quer a agressividade quer a passividade.
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